ESTE É MEU FILHO RENAN, 19 ANOS, AUTISTA, FOTOGRAFO, JOVEM APRENDIZ, PRATA NO JUDÔ E FUTURO UNIVERSITÁRIO NO CURSO D EDUCAÇÃO FÍSICA.
A criança com autismo precisa de previsibilidade no seu dia a dia: o que irá acontecer, quais atividades irá fazer, ser haverá algo diferente. A antecipação dos acontecimentos faz com que ela se sinta segura, saiba seus objetivos e o que os outros esperam que ela faça. Essas crianças por si só, têm dificuldades em gerenciar seu tempo e se planejar.
domingo, 1 de maio de 2016
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Autismo
O Autismo é um transtorno de desenvolvimento, definido por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade.
O autismo é caracterizado por prejuízos em três grandes áreas do desenvolvimento: comunicação, interação social e de comportamento. Existe uma ampla e complexa variabilidade de sinais presentes em cada uma das três áreas.
DIFICULDADE DE COMUNICAÇÃO : geralmente é a primeira característica que os pais ou médicos podem observar nas crianças. A criança pode apresentar atraso ou ausência total de linguagem falada; pode aparecer a fala de maneira pouco funcional, de forma estereotipada, por exemplo, repetições de palavras ou falas e jargões de filmes, propagandas, etc.; muitas vezes usa o adulto como forma de conseguir o que quer ( pega pela mão e leva até o objeto de desejo). Por vezes a fala ainda pode aparecer de forma adequada porém apresentando dificuldade na iniciação e na troca dialógica.
DIFICULDADE INTERAÇÃO SOCIAL: a criança apresenta dificuldade em se relacionar com crianças da mesma idade; apresenta prejuízo na comunicação não verbal, especialmente na atenção compartilhada ( dividir a atenção entre um ‘parceiro social’ e um objeto ou evento que seja de interesse tanto da criança como do parceiro); o olhar adequado, social também é deficitário, a criança tem dificuldade em estabelecer e manter o contato visual; falta interesse em compartilhar prazeres ou realizações, bem como expressões faciais adequadas e contextualizadas.
DIFICULDADES COMPORTAMENTAIS: as crianças autistas podem apresentar características como interesse restrito a objetos ou assuntos, criação de rituais em atividades da vida diária, resistência a mudanças de rotina, estereotipias verbais ou motoras, interesses sensoriais não usuais, dificuldade no uso da imaginação e no uso funcional de objetos e brinquedos.
Hoje estima-se segundo uma pesquisa americana que 1 a cada 110 crianças são diagnosticadas com autismo. As manifestações do transtorno variam muito, e independente do grau/ severidade e comprometimento da criança, o diagnostico deve ser realizado o mais rápido possível, quanto antes a criança começar todo o tratamento terapêutico melhores serão os prognósticos.
Tratamentos - Apoio Pedagógico
Essa é uma área dentro do Projeto Amplitude que não se restringe apenas aos transtornos do desenvolvimento, mas abrange também as dificuldades escolares nas séries iniciais do Ensino Fundamental.
Nosso foco nesse trabalho será dar reforço escolar e desenvolver as habilidades necessárias para que a criança apresente um bom rendimento escolar e acima de tudo sinta-se capaz e motivada a realizar as atividades acadêmicas. Promover o sucesso individual nas atividades escolares transforma a criança em um verdadeiro aprendiz.
Trabalhamos com um modelo de intervenção cognitivo conhecido por PEI (Programa de Enriquecimento Instrumental) que faz a correção das funções cognitivas. Mas o que são as funções cognitivas? São os processos estruturais mentais utilizados na elaboração de respostas, agrupamento e seleção de informações, e a partir daí percebermos as situações e nos posicionarmos frente a elas, em poucas palavras é o “nosso jeito de pensar”. Muitas vezes na correria nos tornamos desatentos ou esquecidos e na escola as crianças constantemente dizem ter esquecido de copiar toda a lição ou do branco na hora da prova, mas para tudo isso há uma correção e é nisso que trabalhamos.
No dia a dia nos confrontamos com inúmeras situações onde necessitamos utilizar os conhecimentos e experiências adquiridas e adaptá-los a uma nova realidade, mas nem sempre possuímos tal habilidade. Muitas vezes, a preocupação é a de passar conhecimento e não somos ensinados a aprender a aprender. Nossa intenção é a de formar aprendizes que saibam buscar o conhecimento nas diferentes fontes oferecidas: livros, sites, revistas, televisão, entre outros.
O PEI em seus instrumentos foca a correção das funções cognitivas através de exercícios com variados e crescentes graus de complexidade e abstração que ampliam o interesse e a motivação a dos indivíduos. A partir dessa intervenção o sucesso escolar é uma consequência.
A crença que fundamenta nossa prática é a que “Todo mundo pode aprender!” basta entendermos e corrigirmos o processo de entrada dos estímulos e a elaboração das respostas através da intervenção levando o aluno a refletir sobre suas hipóteses de respostas, melhorar a interiorização da conduta adequada de comportamento e o orientar na elaboração dos diversos elementos de seu pensamento. Nossa experiência demonstra os ganhos cognitivos nos alunos que passam pelo programa.
Também podemos estabelecer parceria com as escolas das crianças atendidas no Projeto Amplitude, orientando os educadores e adaptando materiais para as crianças.
Nosso papel é despertar as crianças para a aventura que é aprender…
Nosso papel é despertar as crianças para a aventura que é aprender…
Audição e a Linguagem
Para do desenvolvimento da fala a Audição é primordial! É com a entrada do som que recebemos o som, e temos a experiência e vamos nos especializar na Língua em que estamos inseridos. Desde o momento dentro do útero os bebês podem reagir aos sons. E aí vão aprimorando nas habilidades auditivas conforme crescem e tenham vivência com os diferentes sons.
No Brasil desde 2010 todos os bebês devem fazer o teste da orelhinha, e se uma perda auditiva for detectada, e o tratamento e terapias ocorrerem já nos primeiros seis meses, o desenvolvimento da linguagem fica bem parecido com a de uma criança que tem Audição normal. Não quer dizer que feito este primeiro teste com resultado normal que a pessoa nunca mais precise fazer, e que nunca vai ter perda auditiva.
Todas as crianças que apresentam atraso de linguagem devem realizar avaliação audiológica! Precisamos ter certeza que o atraso não existe por causa da perda, e até onde o que eu falo está sendo detectado e que pode ser processado pela criança.
Na nossa prática aqui na ONG queremos garantir que a Audição está normal, já que as crianças com Autismo tem atraso de linguagem e usamos estímulos auditivos em nossas terapias. Os pais são orientados a levarem seus filhos ao otorrinolaringologista que vai avaliar e encaminhar para a mais adequada avaliação para cada caso. Ele que vai dizer ser a parte externa está livre de rolha de cera ou de alguma infecção para poder realizar os exames.
Tem exame mais específico que a partir da resposta da criança observamos em cada tipo de som o quanto a criança ouve (audiometria), outro nem precisa de resposta alguma, mais ainda, precisa de nenhum movimento corporal para o sinal ser detectado adequadamente (BERA), tem outro que analisa o movimento da membrana timpânica (imitanciometria) e que indica presença de líquido na orelha.
Crianças que tem muita infecção no ouvido tem audição flutuante, ora escuta bem (quando sem a infecção), ora escuta mal (quando com a infecção) e isso atrapalha muito a compreensão do que ela ouve e assim do que ela faz com o que ela ouve (processamento auditivo). As infecções devem ser tratadas e a causa deve ser analisada!
Preciso ter certeza que ela pode me ouvir para eu saber como ensinar muitas habilidades e como orientar todos os profissionais que convivem com a criança.
Paloma Moreno – Fonoaudióloga
Tratamentos - 1. Terapia Comportamental
As crianças dentro do espectro autista possuem em sua maioria, grande dificuldade de interação social, por isso a terapia comportamental visa o ensino de habilidades sociais, acadêmicas, de comunicação e da vida diária, criando estratégias de trabalho que garantam o aprendizado delas e uma melhor qualidade de vida.
Sair de casa para visitar um amigo ou parente, usar o banheiro, tomar banho, cumprimentar as pessoas, pedir o que deseja receber, brincar e outras tantas coisas são para nós ações corriqueiras e nem lembramos como o aprendizado delas aconteceu. Mas, para as crianças com transtornos de desenvolvimento as coisas não acontecem dessa maneira. Faz-se necessário disponibilizar o modelo e ensinar essas habilidades até que a criança crie autonomia e adquira um novo padrão de comportamento. Para isso a orientação dos pais e familiares torna-se fundamental pois prepara-os para dar continuidade ao trabalho realizado em nossos atendimentos.
Qualquer comportamento que esteja deficitário ou em excesso no desenvolvimento de um indivíduo e que prejudique seu bem-estar com o meio é alvo desta intervenção. Para isso, o terapeuta comportamental deve conhecer a história de vida da criança e propor intervenções. Essas intervenções são planejadas de acordo com as particulariedades de cada criança.
Uma ferramenta muito utilizada é a análise funcional que consiste no levantamento criterioso dos vários fatores que produziram esses comportamentos inadequados. Ao mesmo tempo que procura-se combater esses comportamentos e extinguí-los os programas de trabalho desenvolvidos instalam outros comportamentos. É um trabalho individualizado que favorece o desenvolvimento integral da criança.
Uma ferramenta muito utilizada é a análise funcional que consiste no levantamento criterioso dos vários fatores que produziram esses comportamentos inadequados. Ao mesmo tempo que procura-se combater esses comportamentos e extinguí-los os programas de trabalho desenvolvidos instalam outros comportamentos. É um trabalho individualizado que favorece o desenvolvimento integral da criança.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Terapia Ocupacional Pediátrica: Como Conversar com uma Criança Autista
Terapia Ocupacional Pediátrica: Como Conversar com uma Criança Autista: Crianças com autismo são únicas e interpretam o mundo de forma diferente, em comparação a outras crianças. Em termos de habilidades socia...
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