sexta-feira, 25 de julho de 2014

Características
Nem todos os autistas apresentam as várias características a seguir apresentadas. No entanto, as que se seguem são consideradas características típicas do autismo:
dificuldades quanto ao relacionamento com pessoas, objectos ou eventos
incapacidade de estabelecer interacções sociais com outras criançasincapacidade de ter consciência dos outros
contacto visual difícil sendo normalmente evitado
incapacidade para receber afectividade
intolerância a contactos físicos
dependência de rotinas e resistência à mudança
comportamentos compulsivos e ritualísticos
comportamentos que produzem danos físicos próprios, como bater persistentemente com a cabeça
acessos de cólera, muitas vezes sem razão aparente
competências comunicativas verbais e não-verbais severamente afectadas
incapacidade para comunicar com gestos ou palavras
vocalizações não relacionadas com a fala
repetição de palavras proferidas por outros (ecolalia)
hiper ou hipossensibilidade a vários estímulos sensoriais
A criança pode parecer surda e, no entanto, ser capaz de ouvir um sussurro proferido à distância. A recusa em ouvir é uma característica muito comum no autista. Os pais e todos os que trabalham com estas crianças nunca devem tomar esta recusa e os seus comportamentos em termos pessoais.
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Algumas destas características podem ocorrer em crianças que apresentam outras deficiências. Nestes casos é usada a expressão comportamento de tipo autista.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Gostaria de compartilhar com vocês a página do meu filho Lucca. Ele tem TEA (Transtorno do Espectro Autista) e há 3 anos fazemos o tratamento domiciilar do Programa Son-Rise (The Son-Rise Program®) , Tratamento Biomédico do protocolo DAN! (Defeat Autism Now! = Derrote o Autismo Agora), Homeopatia e dietas especiais (sem glúten, sem caseína, sem açucar, sem agrotóxicos, alimentação orgânica sem aditivos químicos, sem gluamato monossódico e sem aspartame) e sem uso de medicação controlada/psicotrópicos.
É um tratamento pouco conhecido e divulgado no Brasil, pois só temos 3 médicos que atendem este protocolo e os cursos do Programa Son-Rise são oferecidos nos EUA e recentemente também em Portugal.
Barretos tem nos auxiliado muito na nossa jornada, nas captações de recursos e ultimamente temos recebido telefonemas de pediatras pedindo orientação às famílias que tem suas crianças recém-diagnosticada no espectro autista para que as intervenções sejam as mais precoces possíveis, pois quanto mais cedo as intervenções, mais chances as crianças tem se levar uma vida normal ou próxima a normalidade e funcionalidade.
Fomos abençoados por conhecer e ajudar mais duas famílias de Barretos, inclusive que foram também aos EUA fazer os cursos recentemente e uma outra que está se organizando para ir no próximo ano. Fomos abençoados por conhecer mais famílias de crianças no espectro que estão utilizando a alimentação e dietas específicas como suporte para ajudar as suas crianças numa melhor qualidade de vida e com mais saude.
Somos abençoados por receber convites para palestrar em diversas faculdades de Barretos sobre o tema "Autismo: Uma Oportunidade para Brincar e Crescer", e demais mesas redondas para discussão e abordagem do tema.
Somos abençoados por receber em nossa casa vários voluntários ao longo destes 3 anos, entre eles professores de educação especial, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoterapeutas, advogados, estudantes de medicina, estudantes de enfermagem, pegadogos, professores de idiomas, estudantes de Educação Física, História, Dança, Teatro...
Somos abençoados por amar cada vez mais o nosso filho e celebrar as suas conquistas e aprendizagens com alegria, entusiasmo e empolgação dia após dia, mesmo diante de tantas adversidades e dificuldades que o autismo representa.
Somos abençoados a cada novo dia com novas situações e circunstancias e só nos fortalece e nos edifica...valorizar as pequenas coisas e eleger prioridades são uma delas...
Não somos médicos, não somos terapeutas...mas somos pais que estão aqui para ajudar e orientar aqueles que necessitam, inclusive na indicação de médicos e nutricionistas funcionais pelo Brasil que atendem as nossas crianças dentro dessa nova abordagem de tratamento e com palavras de autofortalecimento, aceitação e Amor.
Nossa gratidão a todas as pessoas que direta ou indiretamente colaboram conosco, que nos ajudam nesta caminhada ...
Gratidão aos nossos amigos , a nossa família, aos anônimos...
Gratidão a todas as pessoas de Barretos e demais cidades brasileiras, pessoal da Argentina, Equador, Costa do Marfim, França, Portugal, EUA, Colômbia, México que seguem a nossa página buscando notícias e dicas da nossa caminhada e compartilhando seus sucessos, tristezas, alegrias , conquistas e palavras amigas...
Gratidão eterna ao meu filho Lucca que veio ao mundo para nos presentear com o amor incondicional e nos fortalecer como pais!
Gratidão Eterna a cidade de Barretos!!! Muito obrigada Sempre!!!
Grande abraço a todos!
https://www.facebook.com/pages/Lucca-Son-Rise-e-Amigos/560512027310295?ref=hl
Compartilhando a nossa maravilhosa jornada com meu tratamento Son-Rise ,as terapias complementares e informações sobre autismo.Ajudando também meus amiguinhos e suas famílias!
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terça-feira, 22 de julho de 2014


Compartilhando:
Ana Cláudia Dias está fazendo uma pesquisa sobre o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil para o Mestrado dela em Psicologia Educacional na Universidade Andrews, no estado de Michigan, Estados Unidos.
Gostaria de convidar a todos os profissionais que realizam o diagnóstico do autismo para preencher um breve questionário online (5 minutos no máximo). Basta clicar no link:
https://www.quicksurveys.com/s/x5B3A
Gostaria de pedir a todos os ...
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Bolinhas e bolões de sabão? Vejam essas ideias que podem inspirar pais e terapeutas! Comecemos pelos canudos... Juntos com fita adesiva eles podem ser uma ...
REAB.ME

segunda-feira, 21 de julho de 2014


A comunicação Alternativa e o Uso do Pecs
Marcia R. M. S. Valiati e Michela R. Rossini Gusso
O desenvolvimento da linguagem é um processo do qual os seres humanos compartilham, por meio de comunicação, suas experiências, idéias, sentimentos e necessidades. Essa linguagem pode ser verbal – oral e escrita – e não verbal.
Esses sistemas alternativos melhoram o desenvolvimento da comunicação, a aprendizagem social, podendo alcançar a independência de atividades da vida diária, diminuindo os comportamentos inadequados, proporcionando, assim, melhor qualidade de vida para as crianças e suas famílias.
Os prejuízos na comunicação nos pacientes com TEA e na linguagem podem ser manifestados como o mutismo, atraso na aquisição, ecolalia, inversão pronominal, simplificação sintática, rigidez semântica, preferências por funções imperativas, literalidade de interpretação e outras.
Essa inabilidade de se fazer compreender e ate de compreender os outros afeta o comportamento, podendo se manifestar de maneiras inapropriadas, como, por exemplo, crianças que se autoagridem, batem a cabeça, gritam, mordem, entre outros comportamentos incompreendidos e inaceitáveis socialmente.
Para inibir tais comportamentos, deve-se estabelecer uma maneira de manter a comunicação.
SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA (CAA)
A comunicação aumentativa significa uma comunicação complementar ou de apoio. São formas alternativas de comunicação tendo duplo objetivo – promover e apoiar a fala e garantir uma forma de comunicação alternativa se a pessoa não aprende a falar.
A comunicação alternativa é qualquer forma de comunicação diferente da fala e usada por um individuo em contextos de comunicação frente a frente ...
Compreende-se como sendo qualquer recurso que possa ser utilizado pelas pessoas com dificuldade em se expressar por meio da oralidade ou que essa fala seja significativamente comprometida e inelegível, em qualquer época do ciclo de sua vida.
As crianças com TEA apresentam dificuldade e/ou não desenvolvem a compreensão e o uso da linguagem de maneira típica, sugerindo-se o emprego precocemente dos sistemas alternativos de comunicação, para suplementar ou substituir a linguagem falada, proporcionando o desenvolvimento da comunicação.
Toda intervenção esta baseada no pressuposto de ser possível influenciar o desenvolvimento de alguma habilidade, por meio de mudanças no ambiente.
Faz-se necessário, para o estabelecimento da intervenção com a comunicação alternativa, o acesso a meios funcionais de construção e a partilha dessas ideias. A falta de compreensão dos envolvidos poderá comprometer todo o processo de desenvolvimento dessas estratégias, pois as crianças que aprendem a usar sistemas de comunicação alternativa tem um input restrito, não somente no que diz respeito ao léxico e à estrutura gramatical.
Suas vivencias comunicativas também são limitadas, ate quando fora das situações educacionais e de espaços estruturados.
Para o sucesso dessa intervenção se faz necessário a interação de todos os envolvidos.Muitos são os benefícios da CAA:
- desenvolver a compreensão da comunicação;
- desenvolver o encorajamento para a fala;
- reduzir a frustração e os comportamentos inapropriados;
- desenvolver o uso da estrutura da linguagem;
- pode ser aplicado por todos que rodeiam a pessoa.
Os sistemas alternativos de comunicação conhecidos e utilizados no Brasil são:
- Código Morse;
- Signos gestuais para não ouvintes;
- Sistema de comunicação PIC – pictogramas e ideogramas para a comunicação;
- Sistema Bliss;
- Sistema PECS: The Picture Exchange Communication System;
- Comunicadores de voz gravada e sintetizada;
- Prancha dinâmicas em computadores portáteis.
SISTEMA PECS: The Picture Exchange Communication System;
É um sistema de comunicação alternativa que consiste no intercambio de figures como forma interativa de emitir uma comunicação e alguém.
As crianças com TEA não são receptivas a reforçador social, não podemos esperar que sua linguagem se desenvolva normalmente.
Proporcionar e oportunizar para que as crianças desenvolvam habilidades comunicativas funcionais, ambientes físicos que contenham materiais interessantes e atividades úteis, além disso, deve-se oportunizar estratégias específicas para ensinar competências de comunicação especificas.
Crianças autistas sem fala articulada, após o uso do PECS, passaram a comunicar seus desejos com a pessoa comunicativa, entregando uma figura e obtendo o que desejam. Vários resultados com a utilização do PECS foram apresentados, em que as crianças com TEA passaram a usar de 30 a 100 figuras, mesmo as que usavam a fala não funcional. Com o passar do tempo muitas crianças no decorrer de um ano, conseguiram adquirir falar articulada e de forma independente; algumas adquiriram fala com o uso da figura ou com sistema de palavras escritas. Um aspecto importante do PECS é que as crianças podem expressar suas necessidades aos adultos, e que estes podem satisfazê-las rapidamente.
Esse programa procura desenvolver a iniciativa da fala, a espontaneidade, a autonomia da comunicação funcional e a compreensão. As crianças aprendem a se comunicar e lhes são ensinadas as regras de comunicação, depois a fala é adquirida por meio de oportunidades, dando condições para o aparecimento e o desenvolvimento das vocalizações. O PECS torna-se um sistema de comunicação alternativo para as pessoas que não conseguem desenvolver a fala e pode ser usado também em aparelhos de alta tecnologia.
Alguns pais se preocupam que os sinais e fotos possam vir a diminuir a motivação para o desenvolvimento da fala. Até hoje, não há evidencias de que isso ocorra, ao contrario, ao serem usadas formas alternativas de comunicação, as crianças podem ser encorajadas a usar a fala.
O PECS ensina como uma pessoa se aproxima de outra para iniciar a comunicação, porque muitas podem falar usando uma gramática e um vocabulário rico, mas não conseguem ou apresentam muita dificuldade quando alguém inicia a conversa. Esse sistema fornece uma ferramenta para o aprendizado das habilidades sociais e de iniciação da comunicação. Sendo utilizado para aumentar o vocabulário, já que algumas crianças autistas usam palavras isoladas não formando frases.
Cada fase do PECS – Adaptado é composta de objetivos específicos, iniciando com uma lista de itens preferenciais da criança fornecidos e selecionados pelos familiares e professores antes de iniciar o treinamento das fases.
O treino do PECS inicia-se em ensinar a criança a usar símbolos para efetuar o pedido de forma que ele realize a troca de figura pelo objetivo desejado e perceba os benefícios que essa nova forma de comunicação proporciona na interação com o outro.
Fases do PECS – Adaptado.
Fase 1: Como se comunicar
Nesta fase é necessário um segundo adulto para ensinar o ato motor do gesto de comunicação que a criança deve aprender. Aqui a criança aprende a trocar uma figura por itens ou atividades que realmente quer. Ao fazer isso, ela começa um ato comunicativo para obter algo concreto.
Resposta esperada: ao ver um objeto muito desejado na Mao do professor ou pais, a criança deverá ser ensinada a procurar a figura correspondente ao objeto, estender a Mao e entregá-la ao adulto.
Fase 2: Aumento da espontaneidade
A criança é incentivada a procurar na pasta, quadro ou caderno de comunicação à figura correspondente ao que deseja, assim, retira a imagem e a entrega ao adulto. Só depois receberá o que deseja. Nesta fase, a criança deverá ser capaz de procurar figuras.
Resposta esperada: a criança deverá procurar a figura correspondente ao objeto, retirar a figura e chamar a atenção e entregar ao adulto de forma independente.
Fase 3: Discriminação de figuras
Aqui deverá interagir com diferentes pessoas para pedir o que deseja. O próximo passo é ensiná-la a discriminar símbolos ou imagens que estão nos cartões e prancha.
Resposta esperada: a criança deve encontrar a figura do item desejado dentre varias figuras dispostas na tabua ou no álbum de comunicação, e dirigir-se espontaneamente ao adulto para entregar e obter o item desejado.
Fase 4: Estruturação de frases
A criança é ensinada a construir e a usar uma frase para comunicação.
Resposta esperada: a criança devera solicitar os itens desejados, estando ou não no ambiente, informando seus sentimentos por meio das figuras-frases dispostas em destaque no álbum de comunicação, possibilitando a formação de uma frase, como “eu quero”, “eu estou”.
Após dominar a fase IV, o protocolo divide-se em dois caminhos:
1. O aluno continua pelas fases V e VI, que o levam a comentar.
2. O outro caminho ensina o aluno a usar o vocabulário descritivo r vocabulário relacionado a outras coisas que não sejam itens preferidos.
Fase 5: Responder a perguntas diretas.
Nesta fase, a função comunicativa continua sendo explorada, mas agora como resposta à questão: “o que você quer?”. “O que você ouve?”
Resposta esperada: a criança devera ser capaz de ampliar seu vocabulário, utilizando uma linguagem funcional em e diferentes contextos sociais.
Fase 6: Comentar
Nesta fase, o aluno aprende a comentar tanto de forma espontânea quanto responsiva. O que quer? O que esta ouvindo? Pede e comenta espontaneamente.
Resposta esperada: a criança devera ser capaz de responder e pedir espontaneamente.
O sistema PECS é fácil de ser aprendido. Porém deve ser personalizado, ou seja, cada criança tem o seu material, que é construído considerando suas possibilidades cognitivas, visuais e motoras, podendo estar soltos ou agrupados em álbuns ou cadernos.
As evidencias cientificas mostram inabilidades das referidas crianças, tanto para iniciar, sustentar, quanto para responder às demandas sociais e comunicativas do ambiente. O desempenho comunicativo dessas crianças aponta para o desvio atípico, a intervenção terapêutica aponta para o uso de estratégias inicialmente lúdica e, posteriormente, incentivando-a a compartilhar atenção e situações.
Os sistemas de comunicação alternativa devem proporcionar a comunicação na relação humana, utilizando-se de recursos, sejam eles figuras, pranchas, vocalizadores, entre outros jogos: porém, não deve ser um recurso que substitua a relação entre as pessoas.


"São esses momentos que encantam,
esses momentos em que a gente não espera nada e eis que surgem coisas lindas que nos surpreendem".
Taci Goes

Devido as excitotoxinas terem um papel tão importante no autismo, os pais de crianças...
AUTISMO.NUTRICAO.INF.BR