domingo, 20 de julho de 2014


Fatima de Kwant em Papendrecht
Autismo. Duas tragédias que poderiam ter sido evitadas. Impossível calar. A imprensa brasileira não gosta de abordar o assunto. Homicidio/suicidio segue sendo tabu. Infelizmente o autismo no Brasil não vive num mundo cor-de-rosa.
Sintam-se à vontade para compartilharem meu artigo. O mundo precisa saber que dramas terríveis como estes acontecem.
Nunca tive medo de monstros quando criança; continuo não tendo medo da presidente Dilma. Viva a rede social, que me dá espaço para defender quem merece.
“OS AUTISTAS DO BRASIL PEDEM SOCORRO” – por Fatima de Kwant
A frase mais usada durante o dia da Conscientização Mundial do Autismo, dois de abril passado, é relembrada por pais de autistas desde o dia 17 de Julho, em consequência das tragédias consecutivas envolvendo famílias de autistas, em Campo Mourão e Umuarama, ambas no Paraná. Em menos de 24 horas dois autistas foram assassinados por suas mães, por motivos que seguem sendo investigados.
O primeiro pensamento que surge à mente dos leitores é o de que ambas sejam loucas, desequilibradas, o que talvez até seja verdade, conforme avaliações ainda em andamentos que irão comprovar a causa dos dramas. Porém, com certeza pais e cuidadores de crianças, adolescentes e adultos com transtorno do espectro do autismo têm uma perspectiva bem diferente.
A começar, é do entendimento geral da comunidade autista que criar um filho portador da síndrome é um constante desafio. Independente do grau de autismo, sua família é confrontada todos os dias com as limitações que a criança apresenta, tornando impossível o conceito de vida ‘normal’.
Em especial o autismo severo com deficiência intelectual, é um dos casos que mais exigem atenção. Muitas crianças e adolescentes com este tipo de autismo e falta de linguagem, por exemplo, podem apresentar um comportamento bastante difícil, exigindo um acompanhamento profissional e serviço de apoio familiar intensivos. No entanto, o governo federal segue ignorando os direitos (humanos) destas famílias, atrasando todo e qualquer auxílio a quem dela precisa.
A negligência com a assinatura do decreto de regulamentação da lei número. 12.764/12, popularmente conhecida com Lei Berenice Piana – em homenagem à sua idealizadora, a ativista e defensora do autismo no Brasil de mesmo nome – é um dos motivos pelos quais casos extremos como os acima mencionados continuam a acontecer.
Natural do Paraná, a defensora do autismo, Berenice Piana emocionada, afirma: “E mais um cenário de horror toma conta de nosso Paraná, em menos de 24 horas...
Os motivos são os mesmos, as dores também!
Não tenham dúvidas que A FALTA DO TRATAMENTO ADEQUADO foi a razão direta
desse desfecho de horror, mais uma vez.
Até quando vamos esperar por um amparo seguro a essas famílias?Quantos ainda precisam morrer de forma trágica e bárbara?
O DESESPERO LEVOU A ISSO AMIGOS, DESESPERO PURO!”
Berenice não parece estar só, contando com milhares de simpatizantes do autismo em todo o Brasil, que concordam com seu desabafo.
Antes de julgarmos as duas mães que tomaram uma atitude tão radical, vamos analisar algumas situações:
Um jovem de 19 anos com autismo severo e deficiência mental, porém com a libido sexual normal da idade estupra sua irmã de 15;
Uma menina de 13 anos com autismo é abusada sexualmente por rapazes vizinhos enquanto seus pais estão no trabalho;
Um menino autista de 10 anos tem um surto repentino e agride fisicamente os irmãos mais novos, de 5, 3 e um ano de idade, acarretando na morte do último;
Um adulto de 25 anos com autismo, agride o pai, sem querer, durante uma crise, fazendo com que, acidentalmente, este perca o equilíbrio, caia da escada e morra ainda na ambulância. Sua mãe, assustada, não imagina como conseguirá dar seguimento à vida só, com o grande desafio e decide proteger a si mesma e a seu filho de um futuro sem perspectiva, matando-o e suicidando-se em seguida;
Pais de autistas que, com a falta de assistência, veem-se obrigados a amarrarem os pés e mãos de seus filhos para deixarem o lar para poderem trabalhar.
A série de relatos pessoais é longa. São todos quadros que parecem absurdos e surreais para a maioria das pessoas, mas que formam a dura realidade de centenas (senão milhares) de famílias, principalmente as mais simples, sem acesso algum a qualquer tipo de ajuda.
São histórias reais, carregadas de dor e sofrimento. São casos que só chegam a público quando já é tarde para se fazer alguma coisa.
Por que as famílias se envergonham, porque os familiares e amigos se omitem, porque não têm condições financeiras que lhes possibilitem conseguir ajuda, e não por último, porque o governo brasileiro simplesmente não se importa. Obviamente existem problemas igualmente importantes a serem atendidos, fato que ninguém pode negar. No entanto, a falta de importância do governo é sentida não somente na rejeição dos inúmeros pedidos de atenção para com a regulamentação do decreto de proteção aos autistas, mas também pela ausência de negociação com as comunidades autistas que não apoiam o CONADE, o Conselho Nacional dos Direitos da pessoa com Deficiência.
Sim, o autismo brasileiro parece estar dividido. A alínea C do 3º artigo do decreto é, aparentemente, o ponto de desacordo entre as comunidades. O inciso dá margem a que os autistas sejam tratados nos CAPS (Centros de Assistência Psicossocial), o que não é aprovado pela maioria das comunidades nacionais como sendo locais de tratamento para crianças com autismo. Sem desmerecer tais centros - esperando que, de fato, desenvolvam um bom trabalho de assistência a pacientes drogados, esquizofrênicos, alcoólatras e outros -, lugares para tratamento de autistas são instituições com vasto conhecimento sobre autismo; de outro modo, o comportamento deste grupo não só poderia estagnar, como inclusive piorar, revertendo toda a boa intenção de criar-se uma lei de proteção.
O AUTISMO NO BRASIL SEGUE PEDINDO SOCORRO e aguarda, tão desesperadamente quanto as mães que cometeram os crimes, pela devida proteção que lhes cabe, por parte da sociedade, da comunidade em que vivem e do seu governo federal.

sábado, 19 de julho de 2014


Parabéns Jundiaí!!!! É ASSIM QUE SE FAZ A DIFERENÇA E NÃO APENAS COM DISCURSO.


Brinquedos e objetos diferentes, cheios de cores e voltados para ensinar...
EDUCA.JUNDIAI.SP.GOV.BR

Amigos, esse assunto não pode e não deve morrer!! Se hoje deixamos pra lá, se esquecemos e nos conformamos com tamanha tragédia, amanhã teremos outros casos, e outros... Sabemos que esse não é um fato isolado. Sabemos que várias mães já pensaram em suicídio levando junto o filho. A dor é grande eu sei e o assunto choca, muito! Lutemos hoje para que amanhã não tenhamos que nos deparar com mais tragédia, para que mais companheiras não sejam enterradas com seu filho, retrato do desespero de uma mãe! Enquanto isso... eles lá em cima tramam um jeito de manter o autista como está, ou seja, SEM NADA!
EU SOU A FAVOR DE ATITUDES!! Mandem mensagens para seus deputados, senadores, Casa Civil e cobrem ATITUDE!! Queremos o decreto assinado já, SEM O INFAME ITEM C!! QUEREMOS O CUMPRIMENTO DA LEI EM CENTROS ESPECIALIZADOS!!!!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

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Alfabetização de crianças com Autismo: instalando a função da leitura e da escrita e a compreensão e interpretação de textos

No último artigo vimos algumas estratégias especiais de alfabetização de crianças com dificuldades de aprendizagem, estratégias estas que se baseiam na teoria da equivalência de estímulos. Dando continuidade a esta fase da aprendizagem acadêmica, veremos agora alguns procedimentos eficazes para instalar respostas de leitura e escrita mais refinadas em crianças com desenvolvimento atípico, particularmente, com autismo. Estas atividades visam treinar a função acadêmica e social da leitura e da escrita. 

As atividades aqui descritas não precisam, necessariamente, serem feitas após a alfabetização formal, algumas delas podem ser conduzidas paralelamente à alfabetização. 


A primeira preocupação do terapeuta analista do comportamento durante qualquer processo de ensino deve ser a generalização das habilidades ensinadas para contextos mais naturais, saindo do contexto artificial e especialmente preparado para a aprendizagem no qual se configura o setting terapêutico. Durante a alfabetização esta preocupação também deve permear todo o trabalho. 

Visando a generalização das palavras aprendidas na pré-alfabetização (tema do último artigo) e o treino da função da leitura e da escrita, o terapeuta pode produzir, junto com a criança, um livrinho com as palavras trabalhadas na pré-alfabetização. A criança deve completar cada página do livro já montado pelo terapeuta, como no exemplo abaixo. 


Depois de montar o livrinho todo, a criança pode ler a história para alguém. Neste momento, a criança tem a oportunidade de experimentar a principal função da leitura, afinal ela será capaz de ler algumas frases, já que estas são montadas com palavras-chave já treinadas. 

Com este mesmo livro produzido junto com a criança e, também, com outros livros simples (frases curtas; letra bastão grande; imagens claras; começo, meio e fim bem definidos; etc.), pode-se aplicar um conjunto de atividades que visam o treino de leitura e escrita; ampliação de interesses; aprofundamento do conteúdo de conversas e comentários; treino da atenção na leitura e no reconto do texto; compreensão e interpretação do texto. Abaixo descrevo estas atividades. 

Visando gerar interesse pela história e, com isso, motivação para as atividades que se seguem, a primeira atividade que deve ser feita é apresentar a história em vídeo (caso exista um filme sobre ela) ou em uma apresentação no Power Point com fotos de cada página do livro. O uso da mídia gera um interesse inicial maior do que se já começarmos direto com o livro. 

Em seguida, o terapeuta deve contar a história mostrando cada página do livro e garantindo que a criança preste atenção. Para isso, a história deve ser apresentada de maneira clara e breve, de preferência dividida em 4 ou 5 atos. O terapeuta deve estimular que a própria criança leia a história ou partes dela, a depender do passo da alfabetização em que ela está. Se a criança ainda não lê, ela deve, pelo menos, acompanhar a leitura com o dedo nas palavras. Durante a contagem o terapeuta deve, ainda, pedir respostas que garantam a atenção e participação da criança. Por exemplo, em cada página do livro o terapeuta pode pedir que a criança aponte (repertório de ouvinte - identificação) e/ou nomeie (repertório de falante – tato) personagens ou itens do cenário. Com crianças que tenham o repertório verbal mais desenvolvido pode-se, ainda, estimular respostas intraverbais, como “Está de noite ou de dia?”, “Onde morava o Pinguim?”, “Que cor é o lobo?”, etc. 

Em seguida o terapeuta pode pedir que a criança ordene as principais cenas da história, começando com 3 cenas e depois evoluindo para 5 a 7 cenas. Para isso, o terapeuta deve apresentar figuras com as principais cenas da história em ordem aleatória e mostrar cada uma para a criança. Em seguida a criança deve colocar as figuras na ordem em que ocorrem na história. Se necessário, o terapeuta deve dar ajuda física (pegando cada cena junto com a criança) ou gestual (apontando a próxima cena). Esta atividade vai garantir a compreensão da sequência lógica que permeia qualquer história, além de treinar esta habilidade que é fundamental para a compreensão de histórias, cenas e situações cotidianas. 

Com crianças autistas o apoio visual é sempre útil, por isso, pode ajudar bastante fazer a ordenação das cenas em uma prancha numerada e com quadros delimitados para cada cena, tal como exemplificado abaixo. 


Seguindo o sequenciamento visual feito na atividade anterior, a criança deve ser estimulada a verbalizar a sequência da história, utilizando as palavras de conexão como “primeiro, depois, então”. Os quadros ordenados servem de dicas para ela contar a história. Para isso, o terapeuta deve estimular que a criança coloque seu dedo em cada cena na medida em que vai contando a história. A depender do nível de alfabetização, peça para a criança escrever frases simples deste seu “resumo”. Este resumo escrito também pode ser feito com cópia, ou seja, o terapeuta escreve as frases que a criança falou durante o reconto da história e, depois, a criança copia seu próprio resumo. 

Outra atividade que contribui muito para a compreensão da história que está sendo trabalhada é a dramatização dos principais personagens e acontecimentos. Para isso, devem ser preparadas roupas ou acessórios característicos dos principais personagens. A criança deve preparar estes acessórios junto com o terapeuta, aproveitando para treinar habilidades grafomotoras como: recortar as orelhas do lobo; desenhar e recortar o chapéu do caçador; etc. Também pode-se utilizar brinquedos, miniaturas ou fantoches para a representação dos principais personagens. Depois da caracterização, a criança e o terapeuta devem encenar cada ato da história com diálogos básicos e curtos. O terapeuta deve dar as ajudas físicas e verbais (dica ecóica ou intraverbal) necessárias. 


Partindo para atividades de interpretação propriamente dita, o terapeuta pode elaborar de 3 a 4 questões sobre a história. Neste momento as questões devem ser sobre informações facilmente extraídas do texto, por exemplo, questões como: “Onde aconteceu?”, “Quem estava lá?”, “O que o personagem fez?”, etc. As respostas podem ser somente verbais; ou por escrito; ou ainda, a criança responde verbalmente, o terapeuta escreve a resposta e, em seguida, a criança a copia. 

Novamente buscando o apoio visual, sugere-se também fazer atividades de completar lacunas ou questões de múltipla escolha. O terapeuta deve desenvolver exercícios nos quais a criança vai preencher lacunas ou marcar um X na resposta correta, com informações que podem ser facilmente encontradas no livro. Aqui vale introduzir conceitos acadêmicos que estejam no currículo da escola, por exemplo: conceito de opostos; quantidades; estações do ano; formas geométricas; etc. Com crianças autistas, é interessante usar texto e imagens nas questões, como exemplificado abaixo. 


Com crianças mais velhas e mais avançadas no processo de alfabetização, pode-se também fazer questões que a estimulem a extrair informações das entrelinhas, criando hipóteses e entendendo o “porquê” das coisas. Nesta etapa o aplicador deve desenvolver perguntas que não podem ser diretamente respondidas com as dicas visuais do livro (Ex: “Quem era o porquinho mais esperto?”; “Porque a bruxa não gostava da Branca de Neve?”; etc.). Para responder a criança poderá reler partes do texto. 

As atividades de registro, comumente feitas em salas de aula regulares após a leitura de uma história, também são fundamentais. A partir do tema da história, a criança deve trabalhar em alguma atividade grafomotora, como: desenho com pontilhado; desenho livre; escrever os nomes dos personagens; recorte e colagem; etc. 

Os tablets também são um meio eficaz para estimular o interesse pela leitura e pela escrita, bem como para a aquisição da função social e comunicativa destas respostas. Existe uma infinidade de aplicativos que estimulam a leitura e a escrita, como: livrinhos virtuais que contam a história com áudio; treino da escrita de letras e palavras na tela do tablet; aplicativos nos quais a criança pode montar uma história usando fotos ou imagens da internet e digitando as frases; etc. 

Nesta fase da intervenção terapêutica e acadêmica, também sugere-se apresentar os diversos usos da leitura e da escrita, como: jornal – o adulto pode ler o caderno infantil ou alguma reportagem que envolva um tema do interesse da criança junto com ela, estimulando que ela leia as palavras-chave; livro – trabalhar os livros indicados na escola ou outros que sejam de interesse da criança com as atividades descritas acima; bilhete – estimular que a criança escreva bilhetes para os familiares e amigos da escola (usando ditado ou cópia como apoio, se necessário); e-mail - ensinar a usar o e-mail e mandar mensagem para pessoas que estão distantes; combinados – escrever combinados para a aula ou terapia e ler diariamente; etiquetas – colocar etiquetas escritas pela própria criança nos brinquedos, móveis e objetos da casa; propagandas – recortar e colar propagandas de alimentos preferidos e, depois, ir ao supermercado com esta “lista de compras” e comprar cada item; letra de música – a criança pode ajudar a encontrar a letra de uma música que goste muito na internet e, depois, ouvir a música e cantar junto com a letra na mão acompanhando com o dedinho em cada palavra (sugere-se usar letra bastão grande e destacar as palavras que a criança é capaz de ler); enunciados – nas lições de casa a criança deve ler os enunciados, compreender o que pedem e executar a tarefa; placar de jogos – em jogos coletivos podemos fazer um “placar” onde a criança deve escrever os nomes dos jogadores e sua pontuação no decorrer do jogo, no final ela deve dizer quem ganhou consultando o placar. 

Com estas e outras atividades que podem ser elaboradas a partir destas, vamos refinando a leitura e a escrita, dando função para este repertório, garantindo seu uso funcional no dia-a-dia e sua generalização para contextos naturais. 

Referências Bibliográficas: 

Bagaiolo, L. & Guilhardi, C. (2002). Autismo e preocupações educacionais: Um estudo de caso a partir de uma perspectiva comportamental compromissada com a Análise Experimental do Comportamento. In: Guilhardi, H. J., Madi, M.B. P., Queiroz, P. P., Scoz, M. C. (Org.) Sobre Comportamento e Cognição. 1ª Ed. Santo André: ESETEC, v. 10, p. 67-82. 

De Rose, J. C. (2005). Análise Comportamental da Aprendizagem da Leitura e Escrita. Revista Brasileira de Análise do Comportamento, 1, 29-50. 

Souza, D. G. & De Rose, J. C. (2006). Desenvolvendo programas individualizados para o ensino de leitura. Acta Comportamentalia, 14, 77-98.

acionais e neurológicos em vez de comportamentais.
- Este programa coloca os pais, não os médicos e terapeutas, como os diretores e dirigentes do programa de tratamento da criança.
- O enfoque é na casa como o ambiente mais estável e encorajador para ajudar a criança com autismo.
- Utiliza um modelo de desenvolvimento para orientar os pais passo-a-passo, permitindo que os seus filhos melhorem em todas as áreas de aprendizagem, comunicação social, desenvolvimento e aquisição de habilidades.
- Ajuda a trazer o riso, brincadeiras e alegria para a vida de uma criança com autismo!
Fonte: http://sorrisosnoolhar.blogspot.com.br/2013/06/programa-son-rise.html

terça-feira, 15 de julho de 2014


Autismo com Amor adicionou 3 novas fotos — com Valeria Ckb.

Trabalho Lindo!!!!!! Pasta Pecs Autismo!!!
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Autismo com Amor compartilhou a foto de Carla C Marcelo.
11 h · 


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(¸.•´*(¸.•´*(.¸. •* ❥...AUTISMO COM AMOR!!!
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.... Amar é ... Respeitar limites, medos, e as Diferenças....!!!..