sexta-feira, 11 de julho de 2014

A música...ahhh tem forma melhor de incentivar uma criança?


Seja na Educação Formal, seja na Educação Especial ou no Atendimento às  Dificuldades de Aprendizagem as canções infantis são sempre uma boa pedida...
Através da música podemos explorar a memória, ritmo, atenção, concentração, ampliação do vocabulário, criatividade, experiências sensoriais, leitura , escrita, etc.




Compartilho com vocês ,letras de músicas que podem ser exploradas de várias Formas:



























Utilizo muito textos de pequenas cantigas para alfabetizar: são textos de memória que facilitam o processo de leitura e escrita

Sala Multiespecial & Espaço de Vivências Pedagógicas em Alfabetização: Completando as vogais-Perceber valor sonoro;-Nome...

Sala Multiespecial & Espaço de Vivências Pedagógicas em Alfabetização:
Completando as vogais-Perceber valor sonoro;-Nome...
: Completando as vogais -Perceber valor sonoro; -Nomear, conceitualizar; -Perceber as letras iniciais; -Exercitar o pensamento, aut...

Sala Multiespecial & Espaço de Vivências Pedagógicas em Alfabetização: Congresso debate ampliação da Educação Inclusiva

Sala Multiespecial & Espaço de Vivências Pedagógicas em Alfabetização: Congresso debate ampliação da Educação Inclusiva: O Plano Nacional de Educação (PNE) pretende aumentar o número de alunos com necessidades específicas matriculados nas escolas brasileira...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Investigadores descobrem ligação entre certos tipos de autismo e a flora intestinal


Há dez anos, Derrick MacFabe tentou responder a uma pergunta simples:
“Haverá alguma relação entre o autismo e os sintomas tais como indigestão e obstipação de que sofrem tanto aqueles que têm essa perturbação?” - Interrogava-se o investigador.

O que encontrou é complexo.
Mas com a descoberta, que já é comparada por alguns ao momento de eureka de Frederick Banting quando na batalha contra os diabetes concebeu a ideia da insulina, a investigação de MacFabe veio dar esperança aos pais das crianças autistas.
Ele encontrou uma “relação muito atraente” entre um tipo de bactéria intestinal, o ácido propiónico, e a sua capacidade de produzir alterações cerebrais e comportamentais como as encontradas nos indivíduos que padecem de autismo.
Para MacFabe, isso significa que um dia poderá haver um teste para diagnosticar o autismo nas crianças antes de apresentarem sintomas, ajudando-as a evitar o desenvolvimento da perturbação que afeta um em cada 88 indivíduos ou a reduzir a sua gravidade.
“Era intrigante verificar que entre muitas destas famílias algumas destas crianças tinham estes sintomas”, disse na segunda-feira MacFabe, diretor do Grupo de Investigação sobre o Autismo, Kilee Patchell-Evans, da Western University.
“Mas as pessoas questionavam-se sobre como é que estas alterações intestinais e do sistema imunitário estão relacionadas com o próprio autismo. Seriam coincidências ou haveria algo central?”

MacFabe fez a descoberta – e publicou no diário Translational Psychiatry – com os médicos Richard Frye e Stepan Melynk do Instituto de Investigação do Hospital Pediátrico do Arkansas.
A equipa descobriu que um alto nível de ácido propiónico altera a função imunitária e prejudica a forma como o corpo decompõe a gordura e absorve a energia.
Quando foi dado este ácido a ratos, eles replicaram comportamentos autistas – tornaram-se hiperativos, antissociais e mais interessados em objetos do que noutros ratos.
A inflamação cerebral e as alterações na gordura observadas nos ratos são semelhantes às encontradas nas pessoas com autismo.
Mas talvez ainda mais interessante para MacFabe seja que os comportamentos pareceram ser reversíveis – sugerindo a possibilidade de o autismo ser tratado.

“O que é interessante é que o comportamento vai e vem à medida que (o rato) faz a decomposição”, diz o investigador.
MacFabe, Frye e Melynk analisaram cerca de 215 crianças com autismo numa grade clínica americana e descobriram que 17% delas tinham alterações bioquímicas – um padrão único de um composto conhecido como acyl-carnitine – virtualmente idêntico ao dos ratos que apresentaram comportamentos semelhantes aos do autismo e alterações cerebrais.
Dado que se julga que fatores genéticos têm um papel no autismo, a equipa procurou alterações genéticas que explicassem as mudanças verificadas nos 17% das crianças mas apenas encontraram alterações genéticas em um ou dois casos.
A investigação sugere que algumas formas de autismo possam ser adquiridas, e não serem apenas genéticas, possivelmente explicando porque é que uma perturbação que antes afetava apenas um em cada 10.000, hoje afete tantos mais.
A investigação da equipa também menciona fatores potenciais de risco de contribuição para a perturbação – alguns pacientes com autismo têm baixos níveis de um composto chamado caritine, que é importante para a metabolização dos ácidos gordos.
A descoberta é válida para pais como David Patchell-Evans, diretor geral da Goodlife Fitness sediada em Londres e um dos principais mecenas da investigação de MacFabe, que contribuiu com mais de 4 milhões de dólares.
Diz ele que muitos pais de crianças autistas há muito que suspeitam que haja uma relação entre os problemas digestivos dos seus filhos e o autismo, mas agora há ciência para fundamentar o palpite deles.

“Com a minha própria filha eu tinha visto que o que ela comia afetava quem e como ela era”, disse Patchell-Evans, cuja filha Kilee de 16 anos é severamente autista.
“É preciso uma forma de provar que a árvore é verde. Foi isso que ele fez.”
A investigação faz a ponte entre uma série de sintomas que parecem não ter nada a ver uns com os outros, mas que acompanham problemas gastrointestinais, com as causas destes que estarão relacionadas com alterações na flora intestinal, no sistema imunitário e metabólicas.
“Aparentemente está a surgir-nos uma imagem que liga todas as teorias díspares sobre o autismo de uma forma que podemos testar racionalmente”, diz MacFabe. “O facto de podermos diagnosticar e indicar potenciais terapias… esse é o futuro – estamos orientados nesse sentido”.

Artigo original em:
http://www.lfpress.com/2013/01/28/researchers-discover-link-between-certain-types-of-autism-and-gut-bacteria
Tentar que o seu filho com Síndrome de Asperger mude o assunto da conversa é contraproducente, muitas vezes resulta em maior, e não menor, rigidez dele relativamente ao assunto.
Em vez disso, você quer unir-se a ele tornando-se num aluno fascinado pelos assuntos preferidos do seu filho. Se o seu filho gosta de falar (e ler, construir, etc.) sobre comboios, o seu papel é tornar-se num FRIC dos comboios!

Raun K. Kaufman
Diretor da Global Education
Autism Treatment Center of AmericaTM
Autor, Autism Breakthrough